BC alerta: sem chaves, sem criptomoedas
Análise do Banco Central reforça lema antigo dos bitcoiners
O que você verá hoje:
Alerta crítico;
Mercado de criptomoedas;
Destaque brasileiro;
Sem chaves, sem criptomoedas;
CriptoDrops: dinar iugoslavo.
Alerta crítico
O fato. Se você guarda suas criptomoedas só no celular, esta é a hora de começar a se preocupar. A Ledger, empresa famosa pelas suas carteiras de hardware (aqueles pendrives de segurança para criptomoedas), descobriu uma falha crítica de segurança em um chip usado por marcas populares de celular Android.
O motivo. A vulnerabilidade permite o tipo de ataque mais perigoso: direto no hardware do aparelho. Isso significa que, se você perder ou alguém roubar seu celular, uma pessoa com conhecimento técnico e equipamentos específicos poderia contornar todas as proteções de software do dispositivo em poucos minutos.
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Mercado de criptomoedas
O sentimento do mercado permanece pessimista, fato que resultou em novas quedas de preço nesta sexta-feira (05). No Top 10, a XRP teve a maior queda e perdeu 4,8%, seguida pela perda de 4,5% no preço da Solana (SOL). O Ethereum (ETH) se desvalorizou 2%, mas ainda conseguiu se manter acima de US$ 3.100, e o preço do Bitcoin (BTC) recuou de US$ 93.000 para US$ 91.300, uma queda de 2,2% nas últimas 24 horas.
Altcoins promissoras para ficar de olho em Dezembro de 2025
O “moonvember” de 2025 não aconteceu como era esperado. Pelo contrário, o Bitcoin (BTC) caiu 17,39% no mês passado e teve sua pior desvalorização mensal em 2025. Foi também a segunda vez na história em que o Bitcoin fecha novembro em queda num ano que deveria ser de novas valorizações.
Com essa perda, o Bitcoin já acumula 32% de desvalorização desde que atingiu seu topo histórico em US$ 126 mil, no começo de outubro. Para vários analistas, o fundo do poço chegou antes da hora, enquanto outros projetam que na verdade foi o bull market que foi adiado – e ficará apenas para 2026.
Dos anos de rali pós-halving, 2025 é o que tem o desempenho mais fraco até o momento. Por outro lado, a atual queda não foi tão severa quanto as anteriores, levando a crer que este ciclo de baixa deverá ser mais ameno.
Se o Bitcoin não teve destaque, pré-vendas como o Bitcoin Hyper ($HYPER) e Maxi Doge ($MAXI) já registram mais de US$ 30 milhões e lideraram os ganhos do ano. Vários traders já começam a migrar seu capital para essas joias em uma tentativa de usar seu potencial de valorização para recuperar seus portfólios. E você pode fazer o mesmo.
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Destaque brasileiro
O fato. A CNN anunciou uma parceria exclusiva com a Kalshi, uma das principais plataformas de mercado de previsão. O acordo, revelado na última terça-feira (2), integra as probabilidades em tempo real da Kalshi diretamente na transmissão da CNN, consolidando os mercados de previsão como uma ferramenta séria para o jornalismo.
O motivo. Principal concorrente da Polymarket, ambas as plataformas permitem que pessoas “apostem” pequenas quantias em eventos futuros. O preço de cada opção reflete, em tempo real, a probabilidade coletiva atribuída àquele desfecho. Não se trata de azar, mas de um mecanismo que usa o conceito de “conhecimento disperso na sociedade” para quantifica a probabilidade de um evento acontecer.
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Sem chaves, sem criptomoedas
O fato. Uma análise recente feita por um especialista do próprio Banco Central revelou um risco que poucos investidores em criptomoedas conhecem: se a corretora onde você deixa seu Bitcoin falir, a lei brasileira atual não garante que você consiga recuperar seu dinheiro.
O motivo. A falta de segregação patrimonial faz as exchanges que atuam no país usarem um modelo conhecido como “shadow custody” (custódia em sombra). Nesse arranjo, os criptoativos dos clientes, por serem fungíveis, são comumente mantidos em um pool indistinto, controlado única e integralmente pela empresa. Se esse pool for atacado, todo o estoque da empresa pode ser roubado em minutos.
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CriptoDrops: dinar iugoslavo
“No início de 1994, o banco central (da Sérvia) havia perdido não apenas o controle dos preços, mas da própria capacidade de imprimir seu dinheiro.” (Warren Coates)
Qual foi a terceira maior hiperinflação da história?
Esse “título” nada honroso fica com a antiga Iugoslávia, que teve uma alta de preços brutal entre 1992 e 1994, época na qual praticamente metade das antigas repúblicas que formavam o país já haviam declarado sua independência.
Na época, o então dinar iugoslavo, que depois ficou conhecido como o dinar sérvio, tornou-se um dos símbolos mais extremos de hiperinflação já registrados. De acordo com a tabela Hanke-Kreuse, que lista as piores hiperinflações da história modera, o índice de preços no país chegou a subir 313 milhões por cento (313.000.000%) somente no mês de abril de 1992, o auge do período inflacionário.
Em outras palavras, os preços dos produtos na ex-Iugoslávia chegavam a dobrar a cada 1,4 dias, ou cerca de 36 horas. Foi a terceira maior velocidade de aumento nos preços da história, atrás somente da Hungria (julho de 1946) e do Zimbábue (novembro de 2008).
No entanto, a hiperinflação iugoslava teve um componente quase cômico: a intensidade com que o governo emitia dinares foi tão grande que, em determinado momento, o Banco Nacional da Sérvia literalmente ficou sem papel e sem tinta para imprimir cédulas novas. Por estar sob alvo de um embargo, não havia materiais para emitir as notas.
A situação chegou a tal ponto que algumas notas tiveram de ser produzidas com insumos improvisados e séries de tiragem extremamente reduzidas. Outras foram impressas em simples papel comum, de modo que as notas se desgastavam em uma velocidade proporcional à da perda de seu valor.
O ápice desse colapso foi a criação da famosa nota de 500 bilhões de dinares, que circulou por poucas semanas, já que se tornou completamente inútil. Foi apenas em 1994, quando o banco central atrelou o valor do dinar ao marco alemão (ainda não existia o euro naquela época), que os preços na Iugoslávia se estabilizaram literalmente da noite para o dia.
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