O que você verá hoje:
Japão surpreende;
Mercado de criptomoedas;
Para onde foi?;
Dia Zero 20.0;
CriptoDrops: bancos estaduais, a gasolina da inflação.
Japão surpreende
O fato. A Receita Federal do Japão e a Agência de Serviços Financeiros deram um passo decisivo ao defender um imposto fixo de 20% para criptomoedas, mudando completamente a forma como o país trata esse mercado. Hoje, os ganhos com cripto entram como “renda diversa”, o que eleva o imposto para até 55% quando somadas as cobranças nacionais e locais.
O motivo. Por causa do atual nível elevado de imposto, muitos investidores preferem operar fora do país. Agora, porém, o governo quer alinhar a taxação ao padrão usado em ações e derivativos, criando um ambiente mais competitivo e trazendo os investidores de volta ao mercado japonês.
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Mercado de criptomoedas
As fortes quedas das últimas semanas tiveram uma pausa nesta quarta-feira (19), com o Bitcoin (BTC) registrando leve alta de 0,2%. Seu preço, no entanto, que chegou a subir para US$ 93.000, se manteve na região de US$ 91.100. O Ethereum (ETH) subiu 1,5% e se aproxima dos US$ 3.100, enquanto a Solana (SOL) teve alta de 1,2%. O Top 100 ficou dividido, com destaque para a alta de 27% da STRK e a queda de 10% no preço do token ICP.
Altcoins promissoras para ficar de olho em Novembro de 2025
Pela primeira vez em sete anos, o Bitcoin (BTC) quebrou a tendência positiva do mês de outubro, registrando queda de 3,7% para o mês em 2025. E pela primeira vez isso ocorreu em pleno ano pós-halving, período visto como o momento no qual a criptomoeda deveria romper suas máximas.
Mas o pior ocorreu quando o Bitcoin chegou a cair mais de 10% e sofrer uma forte correção que o levou a ficar abaixo de US$ 100 mil. Apesar de ter se recuperado, a criptomoeda encontra dificuldades para romper o nível de US$ 106 mil.
Será que o ciclo de alta chegou ao fim antes do previsto pelos analistas?
O “uptober”, como é conhecido o mês de outubro, não teve o desempenho esperado, mas ainda faltam dois meses para 2025 chegar ao fim. E como podemos ver na tabela acima, novembro tem um dos melhores históricos para o Bitcoin, com valorização média superior a 60%.
E isso não vale apenas para o Bitcoin, já que tokens em pré-venda, como o Bitcoin Hyper ($HYPER), já registram mais de US$ 25 milhões em vendas. O $HYPER conseguiu esse feito mesmo com a forte queda no preço da criptomoeda, mostrando que os tokens em pré-venda já estão seguindo seu caminho independente.
Sim, há espaço para mais valorizações, e se o Bitcoin repetir o histórico de 2024 em novembro, seu preço pode atingir mais de US$ 140 mil ainda neste mês. E nós estamos aqui para te mostrar as criptomoedas que prometem entregar os melhores retornos – de projeto e financeiros – ao longo de Novembro de 2025.
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Para onde foi?
O fato. A extinta exchange de criptomoedas Mt. Gox fez uma transferência de 10.608 BTC na segunda-feira (17). O valor corresponde a aproximadamente US$ 956 milhões, mas o principal fator foi que grande parte dos BTC foi enviada para um endereço não identificado. De acordo com dados da Arkham Intelligence, isso significa que o endereço de envio não está nos documentos cadastrados previamente pela Mt Gox.
O motivo. No passado, as movimentações de Bitcoin geralmente precediam o pagamento de valores devidos pela Mt. Gox a credores que sofreram perdas. Mas a exchange adiou os pagamentos para outubro de 2026, conforme noticiou o CriptoFácil. Por isso não é possível saber o que levou a exchange a fazer essa transferência – que talvez envolva a criação de um novo endereço.
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Dia Zero 2.0
O fato. A Cloudflare registrou uma pane global nesta terça-feira (18) que interrompeu o funcionamento de diversas plataformas de criptomoedas. Exchanges, exploradores de blocos, protocolos DeFi e serviços de dados exibiram erros intermitentes, refletindo a dependência do setor de provedores de infraestrutura de rede. Coinbase e Kraken estiveram entre as exchanges que apresentaram instabilidade, bem como o explorador de blocos Etherscan.
O motivo. A falha foi registrada pela Cloudflare em seu painel de status por volta das 11h48 UTC (8h48 no horário de Brasília). A empresa classificou o incidente como uma degradação interna de serviços que afetou partes de sua rede global. Horas depois, informou que o problema havia sido identificado e que uma correção estava em curso.
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CriptoDrops: bancos estaduais, a gasolina da inflação
“O problema dos bancos públicos é que eles tendem a ser usados para resolver déficits fiscais, não para promover desenvolvimento.” (Sérgio Werlang)
Como os bancos estaduais causavam inflação?
O sucesso do Plano Real só foi possível porque ele fez mais do que introduzir uma nova moeda: foi um plano que saneou toda a economia brasileira. E a parte mais importante desse saneamento foi a extinção quase completa dos bancos estaduais e regionais.
Nos anos 1980, o Brasil tinha, além dos bancos federais (Caixa, BB BNDES) e do Banco Central, uma série de bancos estaduais. Cada estado tinha o seu, o qual estava submetido diretamente ao Poder Executivo daquele estado.
Embora tivessem como objetivo “fomentar o desenvolvimento regional, financiar obras de infraestrutura e oferecer crédito agrícola e industrial”, na prática os bancos estaduais se tornaram instrumentos políticos. Eles forneciam crédito subsidiado e acesso a dinheiro infinito, algo que os governos estaduais utilizavam sem pudor.
Durante os anos de hiperinflação, especialmente nos anos 1980 e início dos anos 1990, esse ciclo se agravou e fez um ciclo que transformou os bancos estaduais em gasolina que alimentava a fogueira dos preços. O ciclo era assim:
estados gastavam mais do que arrecadavam e tinham déficits constantes (não existia Lei de Responsabilidade Fiscal à época);
seus bancos absorviam esses passivos, o que fazia estes operarem no prejuízo;
para impedir a quebra dos bancos estaduais, o Banco Central acabava atuando como garantidor sistêmico, injetando liquidez para evitar colapsos;
essa liquidez aumentava a expansão de dinheiro na economia, alimentando a alta nos preços.
Após o Plano Real, porém, o governo federal adotou uma política rígida de saneamento financeiro. Criou o PROES (Programa de Incentivo à Redução do Setor Público Estadual na Atividade Bancária), que incentivou privatizações, liquidações ou federalizações.
O PROES resultou no fim de praticamente todos os bancos estaduais. Banespa (SP), Banerj (RJ), Bemge (MG), Paraiban (PB), Banestado (PR), Bandepe (PE) e outros foram privatizadas; alguns menores foram liquidados, deixando de existir por completo.
Hoje em dia, praticamente não existem mais bancos estaduais. Uma notável exceção é o Banrisul, do Rio Grande do Sul, que foi reformado, mas que não possui o poder que esses bancos detinham nos anos 1980.
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