O que você verá hoje:
Made in USA;
Mercado de criptomoedas;
“Expurgo” da FTX;
Perda bilionária;
CriptoDrops: a história das tarifas nos EUA.
Made in USA
O fato. A Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, a USDT, pode lançar uma nova stablecoin voltada exclusivamente ao mercado dos Estados Unidos. A possibilidade foi levantada por Paolo Ardoino, CEO da empresa, durante entrevista ao Financial Times divulgada nesta segunda-feira (7).
O motivo. Essa necessidade pode vir caso a regulamentação de stablecoins nos EUA obrigue a Tether a fazer algo similar. Caso uma nova lei seja aprovada, é possível que as novas regram incluam a obrigatoriedade de emissores estrangeiros seguirem as leis norte-americanas e ter como reservas ativos líquidos, como títulos do Tesouro americano de curto prazo.
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Mercado de criptomoedas
Após a forte queda na segunda-feira (07), os preços das criptomoedas tiveram recuperação nas últimas 24 horas. O Bitcoin (BTC) abriu em alta de 2,3% nesta terça-feira (08) e subiu até os US$ 79.000, enquanto o Ethereum (ETH) teve alta de 4,5% e se valorizou até US$ 1.570. A Solana (SOL) teve a maior alta do dia.
Altcoins promissoras para ficar de olho em Abril de 2024
Quem esperava uma forte alta do mercado no mês de fevereiro se deparou com o Bitcoin tendo seu pior resultado para o mês em 11 anos. Apesar de medidas positivas tomadas pela administração Trump, o cenário externo negativo contribuiu para fortes desvalorizações atingirem em cheio as criptomoedas.
O Bitcoin (BTC), por exemplo, teve leve queda de 2,3% em março – o pior resultado para o mês desde 2020. Mas outros projetos tiveram alta de até 300% no mês. E as pré-vendas seguiram fortes, captando valores recordes no mês passado.
Isso mostra que apesar do cenário de baixa continuar forte, e os investidores demonstrando medo de novas correções, ainda há oportunidades. Muitos tokens estão com seu potencial intacto. E a queda do mercado serviu para deixá-los mais baratos, permitindo que você possa ter lucros maiores no longo prazo.
Por isso, se você acha que perdeu a oportunidade de fazer dinheiro com criptomoedas, saiba que o atual ciclo de alta nem sequer começou. E nós estamos aqui para te mostrar as criptomoedas que prometem entregar os melhores retornos – de projeto e financeiros – ao longo de abril de 2025.
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“Expurgo” da FTX
O fato. O espólio de falência da extinta exchange de criptomoedas FTX revelou que não pagará cerca de US$ 2,5 bilhões em reembolsos às vítimas de seu colapso. Mas não se trata de um calote – pois os reembolsos dos credores continuam – e sim de um procedimento legal não atendido por eles.
O motivo. De acordo com um processo no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito de Delaware, esse montante faz parte de um grupo específico de credores que perderam o prazo para fazer o processo de verificação de identidade, o famoso KYC, exigido pela empresa para fazer os pagamentos.
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Perdas bilionárias
O fato. Em menos de três meses, as políticas econômicas de Donald Trump drenaram US$ 5 bilhões do valor das criptomoedas sob custódia do governo dos Estados Unidos. Trata-se de um revés expressivo para um mercado que havia batido recordes históricos após sua eleição.
O motivo. Este cenário promissor começou a se deteriorar assim que Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025. Isso porque, a administração implementou uma série de políticas econômicas controversas, incluindo aumento de tarifas comerciais e restrições regulatórias indiretas, que abalaram não apenas os mercados tradicionais, mas também o ecossistema cripto.
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CriptoDrops: a história das tarifas nos EUA
“O livre comércio é o que os governos fazem quando deixam de tentar melhorar a economia com tarifas." (P. J. O’Rourke)
Com os recentes aumentos nas tarifas comerciais por parte dos EUA, muitos políticos surgiram com ideias cada vez mais estapafúrdias. Uma delas afirma que o governo de Donald Trump poderia usar as tarifas como forma de abolir o imposto de renda federal, vigente no país desde 1913.
Essa alegação até tem um certo embasamento na história de quase 250 anos de existência dos EUA. Durante o século XIX e início do século XX, as tarifas (ou impostos sobre importações) foram a principal fonte de receita do governo federal dos Estados Unidos.
Como ainda não existia um imposto de renda federal permanente, o governo arrecadava principalmente por meio de tarifas aduaneiras e algumas taxas sobre produtos específicos (como o álcool e o tabaco). Essas tarifas eram a principal forma e o único imposto que a Constituição americana autorizava que o governo federal cobrasse.
O debate entre tarifas altas (protegendo manufaturas do Norte) e tarifas baixas (preferidas pelos agricultores do Sul) foi constante e gerou tensões políticas. Este foi um dos temas que levou à Guerra de Secessão, ou Guerra Civil americana, que ocorreu entre 1861 e 1865.
Vale frisar que naquela época o estado americano era muito menor do que hoje e os gastos do governo federal também eram menores. Isso permitia que as tarifas pudesses servir ao seu propósito, que era arrecadar fundos para financiar a defensa nacional, feita especialmente pela Marinha (os EUA não tinham um exército permanente).
Esse cenário mudou em 1913, ano de criação do Federal Reserve (Fed). Foi no mesmo ano, com a 16ª Emenda à Constituição, que o imposto de renda federal foi autorizado e implementado permanentemente. Após a implementação desse imposto, o peso das tarifas na receita federal caiu drasticamente e elas passaram a servir mais como instrumentos de política comercial – como os EUA estão usando-as agora.
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